segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Possíveis personagens....



Desde da última quinta-feira (30), a equipe do Mergulho anda zanzando por aí atrás de gente que gosta de contar história, gente que gosta do rio, gente que precisa do rio, gente que vive dele, gente que passe por cima, que passe por baixo, pelos lados, voando... E eis que estamos facilmente encontrando várias pessoas bacanas. Olha só algumas delas:


Aldemir Moraes Lima (1)
Construtor de barcos

Nasceu no Seringal Laranjal, em Tarauacá-AC. Com 8 anos de idade, o senhor Aldemir construía barcos pequenos, de brinquedo. Como era muito curioso, observava os mais velhos que construiam barcos e assim foi aprendendo. Aos 14 anos, comprou sua colônia e começou a se sustentar sozinho, através do ofício de construir barcos. Aldemir gosta do rio e, na sua opinião, o rio está bom.






Eurico Brás Rocha (2)
Agricultor
Morador da colônia Santa Rita, planta frutas e verduras e, de 15 em 15 dias, vai até o mercado para vender sua produção na Feira Orgânica. Na opinião do senhor Eurico, o rio já não está tão bom quanto antes.Ele acredita que uma das causas da degradação do rio sejam as 'dragas' que puxam areia do fundo do rio.






Antônio Viana de Araújo (3)
Catraieiro
Trabalha no catraia da 6 de Agosto pelo menos 4 dias na semana. Ele teme que a construção da ponte da 6 de Agosto prejudique o trabalho dos catraieiros.









João Erculano de Albuquerque (4)
Construtor de barcos

Nasceu em Tarauacá-AC e faz barco desde os 7 anos de idade. Sua mãe não gostava, mas seu pai sempre apoiou, pois tinha fé que esse ia ser o trabalho do filho. Senhor João já foi seringueiro, pescador, e hoje em dia trabalha com serviços de carpintaria e construção de barcos. Na opinião do senhor João, o rio continua bom como sempre foi.






Francisco das Chagas Marques da Silva (5)
Pescador
Francisco, 69 anos, nasceu em Tarauacá-AC. Antigamente pescava mais, somente pro seu consumo. Porém, hoje em dia ele quase não pesca , pois conta que há pouco peixe no rio. Segundo ele, a liberação de licença para pescar , emitida pelo governo, contribuiu para diminuir o número de peixes, pois com a licença surgiram mais pescadores.






Senhor Elias da Silva (6)
Pescador
Elias pesca desde 1993, e tira do rio o seu sustento. Reclamou que os comerciantes não estão valorizando o peixe, querendo comprar dos pescadores por um preço muito baixo. Diz ainda que a profissão de pescador não é fácil e muitas vezes o lucro que ganha é tão pouco que nem dá pra comer.










Fotos: 1,4 e 5 - Dhárcules Pinheiro

2,3 e 6 - Talita Oliveira

Um comentário:

Elane Cristine disse...

Sorte, muita sorte pra pequena grande equipe

Competência é o que não vai faltar...

Axé